Discipulado

Tenha uma nova visão sobre Discipulado. Veja as postagens referentes a esse marcador.

Estudos da Bíblia

Veja todas as postagens referentes a Estudos da Bíblia.

Devocional Diário

Já falou com Deus hoje? Clique aqui e converse com Ele! Devocional Diário; novo dia, novo devocional!

Reflexões

Veja aqui postagens para reflexão.

Pode um gay ser Cristão?



Começo fazendo algumas ponderações necessárias: não é um artigo cientifico; nem uma afronta aos homossexuais; nem para autopromoção ou polêmica; o comportamento humano não é determinado geneticamente.


Numa manhã, meditando acerca da graça, em conversa com minha esposa durante o café da manhã, surgiu a pergunta: pode um gay ser cristão?


No momento me vieram à mente muitas discussões sobre homossexualidade e comportamento – e cristianismo (embarcado na religiosidade). Polêmicas. Quando convém um lado levanta hipóteses (genéticas ou não), o outro cita livros e outros estudos que contradizem a sua visão, que tem até mais base. Isso é ‘charlatanice’, rebatem.


Esse debate sem fim é uma simplificação equivocada das questões em torno de lutas ativistas: pró homossexuais e pró religiosos. Ambas erradas e apelativas. Esse texto não é sobre essa discussão externa. Há muito material de ambos os lados – um mais apelativo que outro e alguns sérios - defendendo o ponto de vista. Alguns procuram de qualquer maneira disseminar o pensamento ateísta pegando carona na ciência, que acerca deste assunto não é conclusivo.


A mais contundente discussão virtual sobre o assunto (de que tenho conhecimento) envolve o Pastor Silas Malafaia em seu posicionamento que ninguém nasce gay (não é um fator genético) e o geneticista Eli Vieira.


Resumindo, a argumentação de Eli Vieira nasce do argumento de que na verdade ‘Há diferentes estudos propondo bases genéticas para a homossexualidade e razões evolutivas para seu surgimento’, ou seja, são estudos com propostas e não fatos científicos […] e por fim ‘…os geneticistas já sabem que é inadequado dizer que existem genes ‘PARA’ estas características’. Ele confirma o que Silas (cientificamente ou não) disse. Tudo está ainda no campo da teoria”, escreveu.


Criado esse pano de fundo, vamos ao que procuro abordar aqui.


Não é um artigo para acusar ou gerar mais um infinito debate sobre não nascer gay, em ser fator comportamental ou não, e sim ao fato de pessoas desejarem a Cristo – ressalto.


Todos possuem um anelo a eternidade. A maior parte da população teve um breve conhecimento sobre teologia, alguns de modo leigo. É difícil hoje achar alguém que não saiba uma base da narrativa histórico-bíblica.


O que impede uma pessoa que se define como homossexual e reconhece a necessidade de um salvador de ser cristão? Não digo frequentar uma igreja apenas.


Se um mentiroso, um adúltero, um irado, um lascivo, assassino, eu e você pode, por que um gay não? Quando reconhecemos nossa incapacidade de salvação e a vemos no sacrifício de Cristo, lutamos diariamente com o auxílio do espírito Santo para ser melhor a cada dia.


Seria você o justo juiz para esta causa de quem é digno e quem não? Presunção.
(Se você ainda não leu, clique aqui e acesse o texto que aborda sobre diferenciação de qual pecado é maior).


Deus não faz acepção de pessoas. Não é a frequência em uma instituição que garante uma pessoa ser cristã. Lutamos diariamente contra os nossos pecados. É assim, foi assim e será assim até a completa regeneração com a vida eterna.


Ser gay ou ser adúltero, ou mentiroso, etc., não exime a necessidade de reconhecimento e salvação.



Sim, pode um homossexual que reconhece a necessidade de salvação e luta contra o pecado ser Cristão. O que não pode é um adúltero frequentador de igreja, um mentiroso frequentador de igreja, etc, ser salvo por ter um pecado, erro diferente, ser de fato cristão.


______  Pós escrito de atualização.

Teu pecado é menor do que o deles? O sacrifício de Jesus é suficiente para o perdão. A Bíblia não fala que o perdão é para apenas o nosso pecado de estimação... ira... discórdia... também não faz acepção de pessoas. Não defendo nenhum pecado. A diferença entre um assassino que se arrependeu para um gay que reconhece seu pecado é nenhuma. Há várias pessoas que foram homossexuais antes de conhecer a Jesus.
______




Por Félix M. Lírio


A Super Ovelha



Vou ser mais direto a partir de agora. Devido ao analfabetismo funcional, onde mesmo sabendo ler não se entende, há essa necessidade. Deixar no ar, sugerir... isso não funciona com ignorantes! Procurarei sempre disponibilizar um glossário para auxiliar em palavras não tão populares.


Há no circo religioso – isso mesmo, circo -  absorção, mesmo que intrínseca, de ‘empoderamentos’, de ideologias recentes e infundamentadas para colocar o homem em um papel que não lhe cabe. Nos termos teológicos Antropocentrismo[1].


Não é recente esse desvio da centralidade do evangelho na igreja. Historicamente percebemos isso. Vemos que por falta de conhecimento e sobra de infantilidade as pessoas são levadas a um misticismo anticristão, inserindo nos ritos de reunião objetos, ou ações vindas de pensamentos para atrair a atenção dos (in)fiéis. Seja por ignorância ou caso pensado, é um erro. Mas um erro que condena a muitos que cegamente procuram pela bizarrice (refiro-me as pessoas que vão em busca desses shows, dessas aberrações).


Nesse contexto vemos uma imagem quase beatificada: a ‘super ovelha’. Não vou imputar a culpa nos escritores e no cinema para isso entrar no ‘ramo de negócio evangélico’. Desde as músicas às pregações, liturgia aos cumprimentos, linguagem... tudo remete a isso – empoderamento da ovelha.


Na figura de linguagem Bíblica somos comparados a ovelhas e Cristo ao pastor, que conduz, cuida, guia. Não é a finalidade deste texto expor a função do pastor de ovelhas para explicar o motivo dessa comparação.


Quero apenas citar dois textos que mais sofrem com essa bestialidade: Salmo 23 e Mateus 10.16 – especificamente.


O Salmo 23 dispensa muitos comentários sobre contexto. Com a inversão do papel, mostra-se uma ‘ovelha’ no papel principal, e não como objeto cuidado; mostra como protagonista merecedora dos cuidados, e não do cuidado espontâneo da sua fraqueza e fragilidade.


Mateus, em um relato profundo sobre ensinamentos na fala de Jesus, no versículo, expõe uma preocupação seguida de conselho prático: comportamento diante do problema. O predador é o lobo, a ovelha presa. Com a ‘teologia bestial’, inverte-se e cria uma super ovelha, capaz de andar em meio aos lobos sem medo de ser devorada, pois ‘o senhor é meu escudo e fortaleza’ – ótima interpretação de contexto, não é? E se usássemos a frase ‘ninguém toca no ungido’? Ou então, quem sabe, vamos brincar com o predador...


A imaginação que tenho é de uma ovelha fraca que após ser encilhada pela religião, levanta sob duas patas e sai toda imponente esmurrando os ‘lobos’ por onde passa. Está mais para o Pacato, o animalzinho medroso do He Man que se transformava pelos poderes de Grayskull. O pensamento de invencibilidade toma conta.


Ignorância pura ou manipulação? Fico sem saber ao certo se é show de entretenimento ou burrice. O que sei é sobre a consequência desastrosa.





Por Félix M. Lírio






[1] substantivo masculino
fil rel forma de pensamento comum a certos sistemas filosóficos e crenças religiosas que atribui ao ser humano uma posição de centralidade em relação a todo o universo, seja como um eixo ou núcleo em torno do qual estão situadas espacialmente todas as coisas (cosmologia aristotélica e cristã medieval), seja como uma finalidade última, um télos que atrai para si todo o movimento da realidade (teleologia hegeliana).